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Exposição dos alunos de MADEIN no Parque das Ruínas

3 de julho de 2019

O Parque das Ruínas recebe até o dia 26 de Julho a exposição dos alunos do curso Master Profissional em Design de Espaços | Metodologia MADEIN.

‘Des Construção em processo‘ é o culminar de um processo de construção de um novo modo de olhar e de uma nova forma de pensar espacialmente, resultado do trabalho da turma 8 do curso Master em Design de Espaços – Metodologia MA.DE.IN. O processo se inicia com desconstrução de preconceitos apoiados na inspiração criativa como único ponto de partida para a idealização de um espaço. Os materiais são protagonistas e, a partir deles, é desenvolvido um método aprofundado de pesquisa que perpassa desde as suas múltiplas escalas e dimensões de interação física à imaterialidade dos seus símbolos e significados. Os sistemas desenvolvidos pelos alunos devem considerar, ainda, o diálogo com o espaço e os seres que por lá habitam.

Na disciplina do Projeto Final do Master , os alunos desenvolveram um pavilhão em um terreno fictício, tendo como ponto de partida o edital do concurso de projeto para o Pavilhão do Brasil na Expo Dubai 2020.  Orientados pelos professores Pedro Varella e André Cavendish do Gru.a Arquitetos, os projetos tiveram como objetivo utilizar a metodologia MADEIN para propor um pavilhão capaz de materializar as reflexões frutos de provocações como: “qual o lugar do arquiteto nos processos de trocas, negociações e disputas que resultam no objeto construído? Como suas ferramentas argumentam e refletem as intenções oficiais e coletivas dos espaços construídos, revelando seu papel político? Através de que meios o projeto dos pavilhões nacionais mobilizam corpos, comunicam ideias e vislumbram uma sociedade transformada?”  

Confira agora um pouco mais dos trabalhos dos alunos que estão em exposição:

1)   Projeto: Fronteiras Porosas – a diversidade é o que nos une

Alunas: Clarissa Romancini, Elisa Emmel, Roy Costa

Pavilhão projetado a partir da análise e pesquisa de diversos aspectos sócio-culturais e de tradições construtivas dos dois países. A partir  do tijolo de Adobe (impresso em 3D) buscou-se dar voz a pluralidade étnico-religiosa dos trabalhadores da Feira através da impressão das ondas sonoras de suas preces. Empilhados de forma circular, concêntrica e curva constrói-se uma espécie de ciranda onde diversos caminhos levem ao mesmo encontro. Um espaço  de convergência e reflexão que será, a partir do segundo dia de feira, desconstruído diariamente pelos próprios visitantes, que levam um tijolo como materialização da memória afetiva do encontro destas diversidades.

 

2)   Projeto: Mover-se

Alunas: Caroline Dias, Giordana Pacini, Mirella Pimenta

Um corpo chega a um espaço aparentemente vazio. Sente a si junto à incerteza, a curiosidade de entender o lugar. Lugar ou não lugar? Permitir-se explorar e se entregar ao espaço? Difícil saber; a dúvida é o desconforto.

Mover-se é um projeto que traz a resiliência do bioma Cerrado e da cultura brasileira como ponto de partida – e de chegada. Um convite a experimentar espaços usando o corpo em posições que fazem dos pés meros coadjuvantes no ato de movimentar-se.

Pés fora do chão, joelhos que se flexionam, mãos que servem como garras, pele que sente a textura dos materiais, ouvidos e olfato aguçados: uma lembrança quase inevitável da forma quadrúmana que tivemos outrora.

 

3)   Projeto: Ethos

Alunas: Gabrielle Miceli, Laís Paiva, Patrícia Nabuco

Ethos é um organismo pensado de forma a amplificar as interações humanas. A partir de áreas limitadas de ação, com espaços de interseção de movimento, o indivíduo é convidado a se deslocar e para isso, se comunicar com seus adjacentes, gerando um campo de propagação de efeitos.

O cabo de vassoura foi o material escolhido para guiar o movimento sincronizado de interações. Proveniente da vassoura, ferramenta milenar, indispensável e presente em todo o mundo, o cabo coloca em evidência as marcas de uso e representa uma história.

Este projeto só é possível através da arrecadação do material usado, que dará voz à memória e levantará debates essenciais acerca de quem o utiliza.

 

4)   Projeto: ECO · TROPIA

Alunas: Aline Rangel, Izabel Bukowski, Marcella Arnaut 

Apresentamos a busca do homem por formas equilibradas de se relacionar com as energias do planeta.

Tendo como ponto de partida a superlativa Dubai, onde a ação antrópica é exponencial e não reconhece limites, demandando, por isso, cada vez mais energia, nos defrontamos com a necessidade de pensar a exploração das fontes energéticas de forma limpa, sem geração de dejetos que continuarão a conviver conosco.  O aço é o anteparo para as dunas de areia, é a sombra e o abrigo, a fonte de calor que retém a energia do sol durante o dia para emanar à noite. Essa espacialidade antrópica cria o suporte necessário ao homem para se relacionar com as forças do lugar, a observar o percurso das esferas celestes, a direção e força dos ventos, a luz e o calor do sol, tornando-o acolhedor.

 

5)   Projeto: Um Índio do Futuro

Alunos: Flávio Teixeira, Joanina Freitas, Raquel Pucci

Projeto contesta o formato das Expos como espaços de chancela de discursos oficiais de poder. E propõe uma Off Expo, onde a sociedade dialogue diretamente sem a presença do Estado como interlocutor. Propomos uma reflexão sobre as conexões perdidas, em contraste ao excesso de conexões contemporâneas descartáveis, que nos afastam do contato interpessoal e da sinergia com a natureza. Valores comuns à comunidade indígena e propagados pelo índio do futuro, aqui representado pelo artista indígena Jaider Esbell. O pavilhão – construído em um sistema de 03 escalas – representa as conexões, que quando muito densas geram desconforto e isolamento ao espectador, enquanto as tornamos mais rarefeitas a capacidade de contemplação aumenta. + SOCIEDADE + NATUREZA + QUALIDADE NAS CONEXÕES

 

Parabéns aos nossos alunos!


Roberta de Freitas
"As mãos no texto, o olho no design e o coração na trilha sonora." Formada em Jornalismo pela PUC-Rio, atuou no mercado da música e do audiovisual. Com extensão em Design Gráfico pelo IED Rio, assina agora os textos da sede carioca.

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