As smart cities chegaram para mostrar que a revolução digital está transformando não só a vida das pessoas, mas também todo o contexto urbano.

Você sabe de que maneira? Já ouviu falar sobre como as ferramentas tecnológicas podem trazer melhorias para as cidades?

Entenda, a seguir, o conceito de smart cities, como ele vem sendo aplicado no mundo e quais as possibilidades de trabalho na área.

Venha com a gente!

O que são smart cities?

As smart cities – cidades inteligentes, em português – estão em pauta nas discussões globais sobre desenvolvimento sustentável, movimentando um amplo mercado de soluções tecnológicas.

O objetivo desse conceito é aplicar a tecnologia ao processo de planejamento dos grandes centros urbanos e contar com a participação da população.

Isso porque as smart cities são cidades em que a melhoria da qualidade de vida é uma das preocupações centrais. 

E a inteligência está no uso estratégico da informação pela gestão urbana.

Para resolver as questões econômicas e sociais, algumas dimensões costumam traduzir o nível de inteligência de uma cidade, como:

  • administração pública;
  • capital humano;
  • coesão social;
  • conexões internacionais;
  • economia;
  • governança;
  • meio ambiente;
  • planejamento urbano;
  • tecnologia.

Várias cidades de países desenvolvidos e em desenvolvimento já estão implementando iniciativas focadas nessas dimensões. 

Afinal, esse parece ser o caminho para o futuro.

Como o conceito é aplicado na prática?

A conexão entre os serviços e os cidadãos é o que permite que as smart cities funcionem de acordo com o que propõe o conceito. Entre as principais iniciativas, estão:

  • uso de energia limpa;
  • adoção de tecnologias sustentáveis;
  • tratamento de lixo;
  • reaproveitamento de água;
  • compartilhamento de serviços e espaços;
  • facilidade no deslocamento;
  • serviços públicos de qualidade.

Assim, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade de vida dos habitantes, essa linha ajuda as cidades a se desenvolverem economicamente.

As smart cities buscam a inclusão urbana, educação agregadora e planejamento dos espaços com foco no ensino.

A partir disso, além de contribuir para o desenvolvimento das pessoas, é possível gerar mais empregos.

Também é importante ressaltar o poder da transformação cultural. 

Com o fortalecimento de setores da economia criativa, os atos criativos são valorizados, pois são encarados como fonte de riqueza.

Isso porque a lógica é a de que as cidades devem evoluir para serem utilizadas pelas pessoas por prazer.

A própria legislação deve ser adaptada para permitir que as escolhas sejam feitas com base no desejo da maioria da população.

E a promoção de ideais de conectividade, inclusão e compartilhamento, por exemplo, ajudam a criar formas de transporte mais inteligentes, acabando com a lógica que divide as grandes cidades em áreas comerciais e residenciais.

Smart cities - mercadoComo as cidades têm usado a tecnologia a seu favor?

Veja como algumas cidades do mundo têm aplicado o conceito de smart cities e o resultado dessas iniciativas:

Shanghai

Vencedora do prêmio World Smart City 2020, a maior cidade da China começou a colocar em prática seu projeto de smart city em 2016.

O que fez Shanghai ser escolhida como cidade inteligente do ano foi a criação de uma infraestrutura digital que integra tecnologias de informação, oferece serviços de e-government e uma espécie de “cérebro” urbano.

Além disso, a cidade conseguiu disponibilizar cobertura 5G na região central e levar fibra de alta velocidade para quase todo o seu território.

Parte do plano também é construir rodovias high-tech e implementar veículos autônomos para aumentar ainda mais a conectividade.

Barcelona

Na Europa, uma das smart cities que mais chamam a atenção é Barcelona, na Espanha.

E o motivo desse destaque tem a ver com a maneira como a cidade faz a gestão de resíduos e com o consumo de energia.

Em todos os dias da semana, o lixo é recolhido de hora em hora.

Então, o material descartado passa por uma tubulação subterrânea, viajando a 70 km/h até chegar ao centro de coleta, onde é feita a separação entre reciclável e orgânico.

Talvez o mais impressionante seja o fato de que o lixo orgânico é transformado em combustível para produzir eletricidade para a cidade.

Copenhague

A capital da Dinamarca é reconhecida por ter uma das políticas mais avançadas do mundo quando se trata de sustentabilidade.

Com o objetivo de se tornar a primeira capital neutra em carbono até 2025, Copenhague se preocupa bastante em reduzir a emissão de gases poluentes.

No total, existem cerca de 400 km de ciclovias por onde passam milhares de ciclistas todos os dias.

E os próprios políticos dão o exemplo, sabia? Mais da metade do parlamento dinamarquês vai de bicicleta para o trabalho.

Songdo

Seguindo uma lógica parecida à utilizada em Barcelona, a cidade de Songdo, na Coreia do Sul, tem a tecnologia e a sustentabilidade como pontos centrais.

Todos os apartamentos contam com um sistema pneumático, onde os resíduos são jogados e mandados diretamente para a central de coleta de lixo.

Com isso, elimina a necessidade de caminhões. Depois, os resíduos são usados em incineradores que geram energia para a cidade.

Além disso, os prédios contam com sistemas de monitoramento de energia e alarmes de incêndio que otimizam o uso e reduzem custos.

Quais são as possibilidades de trabalho na área?

Os projetos de smart cities dependem dos esforços de diversos profissionais, como arquitetos, urbanistas, designers, gestores, pesquisadores, entre outros.

Além de terem formação específica em suas áreas, é importante que os profissionais saibam integrar os conhecimentos de conectividade, sustentabilidade e infraestrutura urbana.

Isso porque, acima de tudo, as dinâmicas da cidade precisam ser claras para que os envolvidos diretamente nos projetos possam oferecer as ferramentas certas.

Pensando nas necessidades dos projetos de smart cities, já existem cursos voltados para quem quer transformar as dinâmicas das cidades.

É uma forma de preparação para a prática!

Por meio de análises detalhadas de sistemas urbanos, os profissionais conseguem compreender melhor como desenvolver projetos para contextos específicos.

Ajude a revolucionar as cidades!

Ficou interessado pela área? 

Comece a desvendar os caminhos para contribuir com o desenvolvimento sustentável e a construção de cidades pensadas para as pessoas.

É bom se adiantar, pois o futuro já está batendo na porta.

O que acha de conhecer o curso de extensão em Smart Cities do IED? 

Talvez seja isso que você precisa para potencializar a sua formação!