Você já ouviu falar sobre inteligência emocional? Essa habilidade é cada vez mais procurada em profissionais de todos os setores do mercado, por grandes e pequenas empresas.

Afinal, quem sabe administrar bem seus sentimentos, constrói relações muito mais saudáveis. Concorda com essa afirmação? Se sim, é hora de ler este artigo e descobrir o que fazer para desenvolver sua inteligência emocional. Vamos lá?

O que é inteligência emocional?

A inteligência emocional nada mais é do que a habilidade de manejar as emoções. E, é claro, usá-las a seu favor!

Essa é uma das soft skills (habilidades comportamentais) mais procuradas pelas empresas ao redor do mundo. Afinal, quem tem essa capacidade aflorada também consegue compreender as sensações de outras pessoas.

Isso contribui, e muito, para um ambiente mais saudável, consciente e empático. Uma pessoa emocionalmente inteligente consegue pensar, sentir e agir sem deixar que a emoção tire seu foco ou se acumule de uma maneira irreversível. 

Quem exerce bem a inteligência emocional não desconta frustrações em outras pessoas e nem tem dificuldades em lidar consigo.

Para tanto, a inteligência emocional é formada por alguns pilares muito importantes. Veja só!

Autorresponsabilidade

Você consegue tomar para si a responsabilidade do que acontece? Seja algo positivo ou negativo, isso só é possível com a inteligência emocional.

Percepção de emoções

Somente quem consegue perceber e entender cada emoção, própria ou do próximo, pode identificar que mensagem elas apresentam. Essa interpretação é fundamental na construção de relacionamentos.

Gerenciamento de emoções

É indispensável reconhecer o que fazer com cada emoção. Ou seja, como reagir e agir, porque é isso que determina resultados.

Foco

Para ser emocionalmente inteligente, é preciso ter foco no que você e as pessoas têm de melhor. Somente assim é possível administrar situações complexas.

Ação

Só é possível superar medos e inseguranças por meio da ação. Esse é o passo final para conquistar a inteligência emocional: saber tomar decisões que permitam realizar nossos sonhos.

Como esse conceito surgiu e desde quando ele é aplicado?

O conceito de inteligência emocional é bem antigo e vem de Charles Darwin. Sim, o mesmo da teoria da adaptação e sobrevivência das espécies!

Ele entendeu que, para se expressar, é preciso se basear nas emoções. Com o tempo, vários outros pesquisadores se aprofundaram na temática.

Como, por exemplo, Peter Salovey e John D. Mayer. Foi por causa de um artigo publicado por eles que o termo inteligência emocional ficou tão conhecido ao redor do mundo.

Rodrigo Fonseca, por sua vez, definiu os pilares que você conheceu antes, neste texto. Ele vem desenvolvendo uma série de técnicas para aprimorar e administrar as emoções.

Os estudos a respeito dessa habilidade continuam com ainda mais detalhes. Não apenas em relação ao lado pessoal, mas também ao profissional, já que o mercado está cada vez mais exigente.

Quem é Daniel Goleman e por que seu modelo de inteligência emocional é o mais famoso?

Um ótimo exemplo de pesquisador para incluir nessa lista é Daniel Goleman. Não é à toa que ele é conhecido como o “pai da inteligência emocional”.

Em 1986, ele publicou um livro a respeito do assunto, que hoje soma mais de 5 milhões de cópias vendidas. O autor explica que controlar as emoções não depende de questões genéticas, como muita gente pensa.

Em alguns casos, isso pode até influenciar um pouco. Mas os circuitos cerebrais da nossa mente são maleáveis e por isso podem ser ajustados.

É por ter essa proposta que seu modelo de inteligência emocional se popularizou. Para Goleman, o temperamento que você tem hoje não é o seu destino.

Você pode moldá-lo! Inclusive, Goleman acrescenta dois outros pilares em seu modelo: a empatia e a negociação. Ele afirma que quem tem essas duas habilidades consegue alcançar o sucesso mais rapidamente, em especial na vida profissional.

Quais são as principais características de quem tem inteligência emocional?

Ainda segundo Goleman, existem alguns fatores e características relacionados à inteligência emocional que determinam o seu sucesso. Aqui estão eles!

Autoconsciência

Ter consciência de si é muito importante para ser emocionalmente inteligente. Significa que você conhece suas forças, fraquezas e dificuldades.

E, ainda, que consegue explorar o que você tem de melhor. Sem deixar de respeitar seus limites e a realidade em que vive.

Automotivação

Essa característica vem de dentro. É a motivação que você mesmo coloca em seus sentimentos e objetivos pessoais.

Mesmo diante de impasses, nunca deixe de acreditar no que tem de melhor. Saiba reconhecer quando pode tentar de novo e quando não consegue cumprir uma meta, sem desanimar.

Reconhecimento de emoções

Em um ambiente social, uma pessoa com inteligência emocional consegue reconhecer a emoção dos outros. É como em um ambiente de trabalho, em que você entende quando seus colegas têm dores e necessidades específicas.

Essa provavelmente é uma das características mais difíceis de desenvolver. Porque, na correria do dia a dia e diante das próprias necessidades, pode ficar um pouco complicado prestar atenção no próximo.

Controle emocional

Controlar o emocional não significa segurar as emoções ou deixar de se expressar. Pelo contrário, quer dizer que você sabe quando e como agir em situações adversas.

Demonstre sempre segurança e positividade, para que o estresse não se torne ainda maior. Aquelas pessoas que conseguem lidar com impulsos e avaliar o melhor momento para se manifestar são as que mais controlam suas emoções.

Relacionamentos interpessoais

Ter uma boa interação em ambientes sociais ajuda a compreender melhor a sua inteligência emocional. Isso porque você estará rodeado por pessoas diferentes, que se expressam de maneiras distintas.

A forma como elas dirigem informações a você, e você a elas, é o que constrói e determina a intensidade de relacionamentos. Se você sabe até onde pode ir com cada pessoa, e recebe o mesmo retorno, provavelmente sabe dominar muito bem suas emoções.

Mas por que é tão importante desenvolver inteligência emocional?

Diante de tantas características e benefícios que a inteligência emocional garante, acredite, existem ainda mais fatores que a tornam importante. Principalmente quando o assunto é ter uma carreira de sucesso.

Lembre-se de que várias empresas buscam por pessoas que tenham capacidade de liderança. E liderar depende da maioria das características que uma pessoa emocionalmente inteligente demonstra.

Mas a inteligência emocional também está ligada a questões cognitivas. Como visão estratégica, raciocínio rápido e habilidade de comunicação: habilidades inerentes a todo líder, concorda?

Além disso, um líder está cercado por emoções. Não apenas as suas, mas a de todos os seus liderados. E se esse conjunto de sensações não for bem administrado, os resultados podem ser catastróficos.

Quem conhece bem sua inteligência emocional e sabe direcioná-la tem um desempenho muito superior. E, assim, consegue se desenvolver melhor, além de ter acesso a oportunidades para se destacar em meio aos concorrentes.

Como estimular ou criar um senso de inteligência emocional na vida profissional e pessoal?

Ficou interessado em desenvolver sua inteligência emocional, mas não sabe por onde começar? Não se preocupe! Com esse passo a passo, você conseguirá desvendar o melhor de si e criar seu próprio senso de inteligência.

Conscientize-se sobre seu comportamento e reações

Comece a observar como você reage a diferentes situações ao longo do dia. Das que parecem mais simples às mais problemáticas.

Veja o que costuma mexer mais com a sua emoção e o que pode desestabilizá-la em definitivo. Se alguma frustração, se o sentimento de raiva, se a impotência diante de alguma resolução, e assim por diante.

Reuniões no trabalho ou encontros em família também podem causar esse tipo de impacto em você. Depois de fazer uma lista, reflita a respeito de como você se sentiu depois de cada evento.

Tente não adiar aquilo que mexe negativamente com suas sensações. É preciso reconhecê-las primeiro para conseguir tirar isso de sua rotina.

Será um desafio? Com certeza! Mas é esse exercício que permite que você saia do modo automático.

Domine suas emoções

Existem várias técnicas para dominar emoções. Você precisará estudar um pouco sobre elas para definir a que mais combina com você.

Por exemplo, você pode simplesmente respirar profundamente e pedir licença por um momento para refletir sobre a situação. 

Ou, ainda, ter uma bolinha macia para apertar em momentos de nervosismo. E também dar uma volta pela empresa ou pelo bairro, para colocar as ideias em ordem.

Essa é uma forma de deixar o impulso de lado e pensar a respeito de como você se sente, até encontrar o caminho certo para seguir. 

O dia a dia costuma ser muito agitado, mas a partir do momento em que você se policia para fazer uma dessas alternativas, já tem uma grande conquista.

Comunique-se melhor com quem está por perto

Já percebeu que, muitas vezes, as emoções ficam afloradas simplesmente porque interpretamos errado uma mensagem? Daí a importância em saber se comunicar bem com quem está por perto.

Isso significa saber usar o tom de voz certo e gesticular da maneira adequada. Mas também exercer a empatia para compreender se o seu interlocutor captou a sua mensagem.

Muitas pessoas e equipes vivem sob estresse simplesmente porque falar é um medo. Coloque emoção em sua fala e sirva de inspiração para quebrar essas barreiras.

Treine seu cérebro para pensar

É normal darmos respostas automáticas, sem pensar duas vezes. A partir disso, nem todas as situações se resolvem da melhor maneira, e sim da mais fácil.

O que mostra que a sua impulsividade se sobressaiu em relação à sua inteligência emocional. Comece, então, a treinar seu cérebro para parar e pensar antes de responder qualquer coisa.

Se uma mensagem ou e-mail despertam sensações, espere um momento para responder. Esse é o melhor treino que você pode fazer para se adaptar também em situações comunicativas de fala.

Descubra suas forças, fraquezas e limites

Mais uma vez, tente fazer uma lista do que considera como forças, fraquezas e limites em sua personalidade. Quando você conhece mais a fundo suas características, consegue equilibrar perfeitamente esses três fatores.

As forças podem se contrapor às fraquezas, mas permitem que você encontre outras oportunidades. Entender suas fraquezas, por outro lado, faz com que você se permita pedir ajuda, para enxergar a importância do outro.

Esses pilares são considerados por Goleman como inegociáveis. Você precisa ter todos em ordem para realmente ser emocionalmente inteligente.

Trabalhe a empatia

Como você viu, pode ser difícil se colocar no lugar do outro. Em especial, naquelas situações que não são muito familiares para você.

No entanto, é fundamental que você faça um esforço maior em relação a isso. Tentar ver como o outro se sente permitirá que você escolha melhores formas de agir.

Você passará a olhar menos para seus problemas e mais para seus arredores. E perceberá o quanto pode ajudar e se conectar com as pessoas. 

É exatamente isso o que torna os ambientes de trabalho mais harmônicos e as relações familiares e de amizade mais verdadeiras.

Seja resiliente

Por fim, aprenda a ser resiliente. Não adianta: problemas sempre vão surgir. Nós, como humanos, não vivemos vidas perfeitas e nem estamos em um mundo afastado de defeitos.

Entretanto, temos total capacidade de lidar com todos esses obstáculos, porque grande parte deles são coisas possíveis de serem resolvidas. E de contribuir para que outras pessoas vençam suas limitações e lidem com eles também.

Seguir em frente é sempre a melhor opção. Ser resiliente contribui para que você aceite melhor situações imutáveis e deixe tensões de relações pessoais e de trabalho de lado.

A resiliência faz parte do desenvolvimento pessoal de qualquer indivíduo. Quando se fala em moldar a inteligência emocional, é justamente isso: saber quando esperar e quando dar um passo à frente nos momentos mais difíceis.

E então, conseguiu visualizar a importância da inteligência emocional para crescer na carreira? Agora que você já sabe como dominá-la, é só colocar essas dicas em prática e embarcar em um caminho de muito sucesso profissional e financeiro.

Mas se você quer se preparar ainda melhor para essa conquista, a gente pode ajudar! Confira agora mesmo um material completo sobre o profissional do século XXI e o caminho para chegar ao topo e complemente sua experiência!