É bem provável que você já tenha pensado em como começar um negócio, não é mesmo? O brasileiro é um empreendedor nato e praticamente todo mundo já pensou na possibilidade de deixar de ser empregado e tocar a sua própria empresa.

Recentemente, por conta da pandemia da Covid-19, muitas pessoas perderam o emprego e tiveram que se reinventar. Isso gerou uma verdadeira explosão de empreendedorismo em todo o país.

Para você ter uma ideia, de acordo com o relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgado em uma reportagem do jornal Estadão, o número de novos negócios no Brasil foi recorde em 2020. Atingimos a incrível marca de mais de 14 milhões de brasileiros empreendedores.

É claro que o desemprego nunca é bom e nem sempre os negócios dão certo. Porém, se não fosse o espírito empreendedor do povo brasileiro e a criatividade para se reinventar, a crise financeira provocada pela pandemia poderia ter sido ainda pior.

Se você faz parte do grupo que nasceu com uma veia empreendedora e quer se tornar dono do seu próprio negócio, precisa ler este artigo até o final!

Reunimos uma série de dicas e informações úteis para quem quer começar um negócio e ter grandes chances de alcançar o sucesso. Confira!

Passo a passo: veja como começar um negócio em 4 etapas

O caminho para se tornar um empresário de sucesso nem sempre é fácil! Porém, com coragem, determinação e força de vontade você certamente conseguirá chegar lá.

Para que um negócio tenha sucesso, é imprescindível que ele seja muito bem estruturado. Por isso, veja, a seguir, uma série de etapas que devem ser seguidas por quem quer aumentar as chances de ser um empreendedor bem-sucedido. Vamos lá?

1. Faça um plano de negócios completo para a sua empresa

O plano de negócios funciona como uma espécie de mapa que deve ser seguido por quem deseja empreender. Por mais que pareça complexo à primeira vista, elaborá-lo se torna até simples, quando você se prepara bem para isso.

Para começar um negócio e fazer com que as suas ideias se transformem em um projeto de sucesso, você precisa ter uma visão abrangente e detalhada do mercado, do seu produto ou serviço, sem deixar de lado as suas atitudes como empreendedor.

Uma boa maneira de construir um plano de negócios é usando um modelo conhecido como Business Model Canvas, que é utilizado por empresas de todo o mundo e, inclusive, incentivado por órgãos como o Sebrae.

Na internet, você encontra para baixar modelos gratuitos de Business Model Canvas, que podem ser impressos e preenchidos no momento da elaboração do plano de negócios.

Ao preencher o seu Business Model Canvas, você deve pesquisar e definir os seguintes tópicos:

Segmento de clientes

Os canais são definidos como as formas com que a sua empresa se comunica com os seus clientes. Isso vai desde o momento da aquisição dos produtos ou serviços até o pós-venda.

Hoje existe uma grande variedade de canais que podem ser explorados, tais como as redes sociais, os aplicativos de mensagens, os chats nos sites, as ligações telefônicas, o atendimento presencial etc.

Tudo precisa ser listado para definir quais são os melhores canais a serem utilizados na comunicação do seu negócio.

Relacionamento com clientes

Um pilar importante do Business Model Canvas é o do relacionamento com os clientes. Nesse momento, devem ser definidas as suas políticas de relações públicas, ou seja, a forma como a sua empresa falará com os consumidores.

É importante que você defina, inclusive, a linguagem que será adotada nos discursos com os clientes. A ideia é que siga um padrão de comunicação em todos os canais de relacionamento.

De nada adianta ser super descolado nas redes sociais e, quando o cliente for até a sede da empresa, encontrar um ambiente bem formal e conservador. É necessário adotar um discurso e segui-lo à risca em todos os canais. Isso faz com que as pessoas se identifiquem mais com o seu negócio.

Fontes de receita

É impossível começar um negócio sem falar em dinheiro. Afinal, por mais que você goste do que faz, ninguém consegue pagar as contas com amor, não é mesmo? 

Por isso, nessa etapa do plano de negócios, é preciso definir as fontes de receita do seu negócio. Ou seja, de onde virá o dinheiro que fará com que ele se mantenha vivo.

As fontes de receita são variadas. Se você tiver uma loja física ou virtual, por exemplo, o dinheiro entrará na venda dos produtos que você comercializa.

Agora, se você prestar um serviço, a fonte de receita é chamada de taxa de uso. É o caso, por exemplo, de um cabeleireiro, que ganha um valor X por procedimento realizado pelo cliente no salão.

Também existem as taxas de assinatura, que são fontes de receita para quem oferece serviços de uso contínuo. Um restaurante pode criar um plano para que os clientes paguem menos para almoçar lá todos os dias e assim garantir uma renda contínua, por exemplo.

Recursos principais

Os recursos principais englobam tudo o que é fundamental para o funcionamento da empresa.

Aqui se incluem recursos humanos e físicos, tais como funcionários, computadores, máquinas, veículos, matéria-prima etc.

Vamos imaginar, por exemplo, uma padaria. Para esse tipo de negócio, é importante ter todos os ingredientes que vão na receita do pão, um cilindro para sovar a massa, um forno para assar e um padeiro que saiba como manipular tudo isso e fabricar o produto que é vendido.

Atividades-chave

As atividades-chave são as ações que não podem deixar de serem feitas para que a sua empresa tenha sucesso.

Na padaria, por exemplo, a atividade-chave é a fabricação de pães. Ter isso claro no negócio é essencial para saber quais caminhos deverão ser seguidos.

Parcerias principais

Ninguém consegue começar um negócio de sucesso sozinho. Por isso, é bem importante definir quais são as parcerias principais que devem ser realizadas.

Os parceiros são os fornecedores que permitem que o negócio se desenvolva de forma eficiente e econômica. Por isso, deve-se dedicar tempo para analisar propostas e escolher as opções que tragam um melhor custo-benefício para o seu negócio.

Além disso, é possível fazer parcerias estratégicas com negócios complementares ao seu. Uma loja de roupas pode fazer parcerias com um estabelecimento que vende calçados, por exemplo.

Dessa forma, os clientes de um negócio podem ganhar descontos para comprar no outro e montar um look completo. Em contrapartida, ambas as empresas saem ganhando.

Estruturas de custo

As estruturas de custo envolvem todos os gastos, fixos e variáveis, que o seu negócio precisa para funcionar. Tudo isso precisa ser devidamente mapeado e organizado, para que não se gaste mais do que se lucra na empresa.

Os custos fixos são aqueles que são gastos todos os meses, como o pagamento dos funcionários, a compra de matéria-prima etc.

Já os custos variáveis são aqueles que ocorrem de tempos em tempos e muitas vezes não podem ser previstos. É o caso, por exemplo, do pagamento do conserto de um equipamento que estragar.

2. Defina com clareza os públicos e as personas do seu negócio

Com o plano de negócios definido, você precisa traçar com clareza as características dos públicos e das personas do seu negócio.

Aqui é importante conhecer detalhadamente cada perfil de cliente, para que você possa ter mais sucesso em estratégias de marketing e comunicação, bem como na própria estruturação do negócio.

Para isso, é importante que, além do público-alvo, sejam criadas personas para o negócio. Não entendeu nada? Não se preocupe, a gente explica!

Vamos supor que o seu negócio seja uma loja de roupas femininas e que venda todo tipo de peça para esse gênero. Logo, podemos definir que o público-alvo do seu comércio são as mulheres, concorda?

Porém, nem todas as mulheres têm a mesma necessidade ou desejo. Uma jovem estudante de 20 anos não se veste igual à mãe dela, que pode ser uma senhora de 50 anos e dona de casa, por exemplo.

Logo, é bem provável que a mesma abordagem publicitária não sirva para impactar essas duas pessoas. Por isso, é necessário criar personas, que são personagens semifictícios e que representam nichos de público que o seu negócio pode atingir.

Com as personas criadas, você tem uma visão mais clara sobre o seu público e saberá melhor como direcionar cada estratégia de negócio.

3. Invista em marketing para que as pessoas conheçam o seu negócio

O marketing não é uma ferramenta que deve ser utilizada apenas quando o negócio já estiver em pleno funcionamento. 

A ideia é que sejam traçadas estratégias de marketing para que as pessoas conheçam o seu negócio e despertem a curiosidade sobre os produtos ou serviços que você oferece.

Aqui podem ser realizadas inúmeras ações, de acordo com o perfil de público e a forma como a sua empresa pretende atuar. Um e-commerce, por exemplo, pode chamar a atenção do público por meio de criações de anúncios pagos nas redes sociais.

Já uma loja física e que atende em determinada cidade apenas, pode tentar divulgar o negócio em uma emissora de rádio local ou contratando um carro de som para percorrer as ruas contando sobre a abertura.

4. Adote o ciclo PDCA para ter mais sucesso ao implementar as estratégias

As estratégias são essenciais para qualquer negócio ter sucesso. Para controlar bem tudo o que é planejado, portanto, recomenda-se o uso de uma ferramenta chamada de ciclo PDCA.

PDCA é uma sigla em inglês para Plan (planejar), Do (executar), Check (verificar) e Action (agir). 

Dessa forma, entende-se que todas as estratégias traçadas ao começar um negócio devem ser inicialmente planejadas, o que inclui a definição de metas a serem cumpridas.

Depois disso, é chegado o momento de executar, ou seja, colocar a mão na massa para realizar o que foi planejado.

Em um terceiro momento, deve-se verificar se as metas estipuladas foram alcançadas ou não. Caso algo não esteja dando certo, deve-se agir para que os erros sejam corrigidos.

Como começar um negócio cursando Design? Veja a seguir!

Quando falamos em Design, muitas pessoas pensam apenas no estereótipo da profissão de designer, vinculando-o apenas ao desenho ou ao ato de desenhar.

Porém, isso não é verdade! Os cursos de Design abarcam uma série de oportunidades, que vão além de simplesmente elaborar desenhos.

O Design é uma área superestratégica, possibilitando que as pessoas com essa formação possam desempenhar atividades criativas dos mais diversos tipos, inclusive no empreendedorismo.

Por isso, quando você faz um curso de Design, também começa a estruturar um alicerce que pode ser muito útil para começar um negócio. Afinal, você aprenderá muita coisa que poderá ser aplicada no dia a dia da sua empresa.

O Design pode, inclusive, ser uma excelente alternativa para quem pensa em fazer uma transição de carreira. Para saber mais, baixe agora mesmo o nosso material com 6 passos para sair de uma empresa e abrir o próprio negócio.