Quando você pensa em economia criativa, o que vem a sua mente? Provavelmente um monte de coisas, não é mesmo?

Isso pode ser explicado pelo fato de o setor criativo englobar um mundo de possibilidades: design, dança, música, teatro, tecnologia, gastronomia e tantas outras atividades!

Continue lendo para entender o que é economia criativa e conhecer suas áreas. Se você pensa em trabalhar no setor, vai adorar as dicas que a gente selecionou!

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O que é economia criativa?

A economia criativa é o setor que reúne atividades cuja matéria-prima é a criatividade.

Portanto, inclui os negócios que trabalham com produtos ou serviços baseados no capital intelectual humano, como, por exemplo:

  • Design;
  • Moda;
  • Fotografia;
  • Artesanato;
  • Música;
  • Artes cênicas;
  • Gastronomia.

Essas atividades são muito importantes para o desenvolvimento local, regional e nacional.

Isso porque elas trazem valor para a sociedade ao mesmo tempo em que geram renda para as pessoas.

Em vez de focar na produção em massa e na exploração de recursos, a economia criativa tem outras preocupações, como a responsabilidade ambiental, valorização do consumidor e otimização de recursos.

A partir desses valores, as empresas que fazem parte deste setor desenvolvem soluções inovadoras, que fazem a diferença na vida das pessoas.

Com o apoio das novas tecnologias, a economia criativa se tornou ainda mais poderosa enquanto parte da economia dos países. 

Sua participação no PIB brasileiro já é maior do que outros setores tradicionais, como a indústria têxtil e a farmacêutica.

Conheças as áreas da economia criativa

Por incluir vários segmentos, não existe um consenso sobre o que faz parte ou não da economia criativa. Cada país tem uma realidade e potenciais diferentes.

No Brasil, a economia criativa costuma ser dividida em 4 grandes áreas:

Consumo: design, arquitetura, moda e publicidade

Neste primeiro grupo estão as indústrias de criações funcionais. Ou seja, aquelas que desenvolvem produtos e serviços para atender a demandas específicas.

No papel de designer, arquiteto, estilista, publicitário e outras ocupações desses segmentos, a criatividade é um combustível necessário.

Com o fortalecimento da economia criativa, esses segmentos só têm a ganhar, gerando ainda mais empregos e renda.

Mídias: editorial e audiovisual

O setor midiático inclui a produção de conteúdo para meios impressos, online, rádio, televisão, sites e outros canais de comunicação.

No audiovisual, a programação, distribuição e transmissão também fazem parte das atividades.

E não podemos esquecer da literatura e do mercado editorial, responsáveis pela formação de leitores e pela edição de revistas e jornais.

Cultura: patrimônio e artes, música, artes cênicas e expressões culturais

Num país com uma cultura tão rica, a economia criativa ainda tem muito potencial para ser explorado nos diversos segmentos.

Todas as formas de arte e expressões da cultura popular brasileira estão ligadas ao que chamamos de patrimônio, formado por museus, espaços culturais, festas tradicionais, sítios arqueológicos e outras celebrações.

Em relação às expressões culturais, fique sabendo que elas vão além da dança, teatro, música, pintura, escultura e fotografia. A gastronomia, folclore e o artesanato também participam desse nicho.

Tecnologia: P&D, biotecnologia e TIC

Sem dúvida, a tecnologia é uma das maiores parceiras das mentes criativas. Tanto é que boa parte dos novos empreendimentos criativos oferecem serviços digitais.

Para além das startups, segmentos como a biotecnologia, desenvolvimento de software, robótica, pesquisa e desenvolvimento também participam da indústria criativa.

Economia criativa - áreas6 dicas para trabalhar com economia criativa

Se você se interessa por algum dos segmentos mencionados no tópico anterior, significa que o seu futuro pode estar ligado à economia criativa.

Veja como se preparar:

1. Entenda o que as pessoas precisam

Um dos propósitos da indústria criativa é produzir bens e serviços relevantes para a sociedade. Portanto, entender as necessidades das pessoas é fundamental.

Então, é preciso pensar em formas de atender tais necessidades, por meio da criatividade e com respeito aos recursos usados no processo de produção.

Nesse primeiro momento, não é hora de pensar no lucro do trabalho. Afinal, a grana vai ser consequência do sucesso da sua ideia.

2. Invista em conhecimento

Pedimos licença para a frase clichê, mas conhecimento realmente é a base de tudo. Por isso, para se dar bem na economia criativa, você vai precisar se qualificar.

Se o que você quer é trabalhar com design, por exemplo, fazer uma boa faculdade é um dos requisitos.

Conhecendo bem o mercado e dominando as habilidades mais importantes, você vai ser capaz de aproveitar todo o potencial do setor.

3. Descubra como funcionam os financiamentos

Nas indústrias criativas, os profissionais precisam saber captar recursos financeiros para abrir seus próprios negócios e fazer os projetos acontecem.

A melhor forma de fazer isso vai depender de cada segmento, tipo de projeto, duração, entre outros fatores.

As startups, por exemplo, dependem de financiamento para operar. Para isso, precisam entender como funcionam as linhas de crédito para encontrar opções com juros mais baixos.

Não basta ter ótimas ideias. É preciso, também, dispor de recursos suficientes para dar vida a elas.

4. Aprenda a gerir um negócio

Todo profissional que pretende empreender precisa de conhecimentos de gestão de negócio.

Isso vale tanto para quem abre uma startup com vários sócios quanto para alguém que trabalha sozinho, como freelancer. Nessas duas situações, ele é um empreendedor.

Sendo assim, é necessário ter noções básicas de planejamento financeiro, marketing, gestão de tempo e contabilidade, por exemplo.

Quando for preciso, a ajuda de consultores é uma boa. Mas, de qualquer forma, é importante ter o mínimo de conhecimento para lidar com as questões do dia a dia.

5. Tire a ideia do papel

Para colocar um projeto de consumo, mídia, cultura ou tecnologia em prática, você vai precisar passar por duas grandes etapas: planejamento e execução.

Mas tome cuidado para não ficar preso a apenas uma delas.

É claro que a fase de planejamento é fundamental para realizar as próximas etapas. Entretanto, quem fica muito tempo planejando pode ter dificuldade de tirar a ideia do papel.

6. Troque experiências com outros profissionais

Em todas as áreas criativas, o diálogo, trabalho em equipe e colaboração devem estar presentes.

Pensando nisso, a troca de experiências é algo que só enriquece o seu trabalho, traz novas ideias e soluções para os problemas.

Esse é um dos diferenciais da economia criativa. As pessoas interagem, trabalham de forma integrada, se ajudam. Assim, fortalecem todo o setor.

Economia criativa: conecte-se com o futuro!

Explore todo o seu potencial humano e criatividade para contribuir com a economia criativa. 

É um bom caminho para você trabalhar com o que gosta, ajudar a transformar a realidade e ganhar dinheiro.

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