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LIVRO ILUSTRADO NA GRADUAçãO DO IED INTEGRA PROGRAMA DE EDUCAçãO BáSICA DO GOVERNO

Livro ilustrado na graduação do IED integra programa de educação básica do Governo

Lucas Gini é figura recorrente quando pensamos em casos de sucesso que surgiram por aqui e, hoje, dois anos após sua graduação em Design Gráfico e Digital, ele volta à pauta na Revista IED com mais uma conquista pelo livro Vicente sem dente.

 

Com a proposta de ilustrar um livro infantil para disciplina do curso em Design Gráfico e Digital, Lucas Gini convidou seu amigo Pedro Kastelic a criar uma história inédita para o trabalho, como já contamos aqui.

Passada a entrega, e então de férias da faculdade e da agência onde trabalhava, o designer revisitou o projeto e decidiu levá-lo adiante, fazendo alguns ajustes e redesenhando as ilustrações originais. Com a história e arte prontas, Lucas e Pedro logo viram Vicente sem dente integrar à lista de obras da editora Bamboozinho, fato que os levou a um passo mais próximo da finalidade dessa matéria:

Nesse mês, o livro foi selecionado para compor o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) do Governo Federal, cujo objetivo é disponibilizar gratuitamente materiais didáticos, pedagógicos e literários a escolas públicas de educação básica e instituições de ensino infantil!

 

“Não sei muito bem o que declarar”, conta Lucas, “pra ser sincero, só estou muito feliz de fazer parte disso e de conseguir dar uma micro contribuição para a educação e causas mais nobres fazendo o trabalho que amo de design e ilustração”.

Escrita em rimas terminadas em -ENTE, a obra auxilia na alfabetização e estimula a reflexão sobre a construção das palavras, e inclui glossário para, de forma simples, apresentar o significado de vocábulos mais complexos ao leitor em formação. O livro conta ainda com aplicativo de jogos gratuito que promove uma aprendizagem didática e interativa.

Sob a mesma estética e sintaxe, a dupla acaba de lançar Princesa Tereza, que narra a história de uma menina pouco convencional em se tratando de uma princesa no imaginário ainda vigente, e leva temas atuais de forma leve e educativa ao universo infantil.

 

Além das obras literárias, Lucas atua como freelancer em projetos de design gráfico, tipografia e ilustração.

Conheça mais sobre ele aqui!

NOOX DESIGN: O TCC QUE VIROU NEGóCIO

Noox Design: o TCC que virou negócio

Por trás de uma prática tradicional do cotidiano brasileiro se escondia a ideia para um bom negócio, e foi sobre essa premissa que o estúdio Noox se desenvolveu.

Em 2015, em seu último ano da graduação em Design de Produtos e Serviços pelo IED em São Paulo, Manuela Meier desenvolvia seu trabalho de conclusão de curso motivada por um presente que seu namorado ganhara de seu pai: uma churrasqueira portátil.

A funcionalidade do produto, isolada, não bastava à designer se não tivesse estética e, como não encontrou nada no mercado que suprisse sua expectativa, a solução foi criar. Após pesquisas, rascunhos, protótipos e testes, Manuela e o arquiteto Eduardo Bueno, seu então namorado e hoje marido e sócio, chegaram ao produto final, a churrasqueira portátil Barbecube.

“O conceito do produto foi trazer o churrasco e a convivência que ele gera de volta à casa das pessoas”, conta a designer, e, para isso, ele devia se adequar às demandas de uma sociedade moderna. Pensada para não causar incômodo espacial ou visual, a churrasqueira garante manuseio e limpeza fáceis e uma estética em sintonia com o ambiente que ocupa, de modo a conversar com os novos modelos de moradia nas grandes cidades, tendo em vista a redução de espaços e as relações do indivíduo com o outro e com o ambiente.

O projeto como TCC foi amplamente aceito e, após um dos professores da época aconselhar Manuela a colocar a ideia em prática, o Barbecube ganhou estúdio e assim surgiu a Noox Design.

No mesmo ano de sua abertura, São Paulo viu o boom das boutiques de carne, motivo que fomentou as atividades do escritório e o ajudou a alavancar as vendas, conquistando a aceitação no mercado nacional e internacional.

O sucesso imediato levou ao desenvolvimento de outros produtos, como a churrasqueira modular Charcoalo com acessórios de chapeira e forno de pizza em diversas opções estéticas e técnicas. Segundo a designer, com essa criação a Noox Design revolucionou a churrasqueira no Brasil.

“Acredito que o IED foi fundamental para a profissão que escolhi. Com certeza devo muito a essa instituição, que me ensinou não só a ser uma designer, mas também uma empreendedora com sucesso”.

Desde os primeiros passos, o estúdio de Manuela e Eduardo tem se mostrado promissor, criativo e inovador. A lista de produtos agora se estende para o mobiliário de áreas internas, incluindo mesas, bancos e mesas de centro na linha Von Uns e, atualmente, estão em desenvolvimento as linhas Noox Furniture Lab, para mobiliário de área externa, e a Noox Snoots, para o setor de animais de estimação. E ainda na contramão da zona de conforto, a marca já possui uma filial nos EUA e a primeira exportação prevista para janeiro de 2019.

LUCIANO DREHMER: A DIVERSIDADE COMO PORTAL DE FUTUROS

Luciano Drehmer: a diversidade como portal de futuros

Na última década, a globalização intensificada e seus reflexos culturais, políticos e socioeconômicos ocuparam o cenário mundial, no qual distâncias diminuíram e fronteiras se dissiparam, amalgamando diversidades e filtrando-as por um só funil. Hoje, contudo, o movimento é outro, e a globalização compete lugar com a internacionalização.

O discernimento desses conceitos revela uma tendência contemporânea, ainda que lenta e truncada, de assimilação de individualidades, entendendo-as como parte de um coletivo a ser compreendido e compartilhado.

Isso é o que a trajetória transversal de Luciano Drehmer tem a provar: ele é brasileiro com descendência alemã, formado em Design pelo IED, treinado por designers italianos e paulistanos e, atualmente, contribui com americanos e russos trabalhando na China.

Em 2005, atraído pelo caráter internacional e metodologia de ensino, Luciano iniciou seus estudos em Design no IED São Paulo, onde, com apenas 24 anos, passou de aluno a professor após concluir a graduação. Além da carreira acadêmica, logo assumiu a própria agência e colaborou em outras, realizando trabalhos para empresas como Nike, Carrefour, GQ Magazine e Rolling Stones.

Passados treze anos na indústria do design brasileiro, ele desembarcou na Ásia com o intuito de “conhecer o continente que abriga a maior parte da população do planeta e para onde caminha o futuro da humanidade e as vanguardas da tecnologia”, afirma. E na expectativa de vivenciar as diferenças hemisféricas que já carregava em seu imaginário, migrou para o Vale do Silício asiático.

Na China, por exemplo, as diferenças políticas e culturais entre o país e o Brasil são explícitas em diversos âmbitos, dos quais Drehmer cita a base de valores filosóficos e religiosos: “Nós somos Platão/Cristãos, e eles, Confucionistas/Taoístas”. E esse contraste não cabe apenas ao domínio em que o tema é tratado, mas reflete em como ele tinha de lidar com o design, “desde a escolha das cores à quantidade e distribuição de informações em um layout”.

Luciano lembra da imagem que o IED lhe apresentou acerca do design, trazendo-o como ferramenta não só mercadológica, mas também política. Somadas a esse entendimento, as novas perspectivas que obteve ao longo de seu percurso plural, principalmente no lado oposto do globo, transformaram sua visão sobre o ser humano e os valores inerentes a ele, o que lhe causou uma percepção do outro por meio de uma reciclagem intelectual, “reaprendendo coisas do zero e reintroduzindo no ocidente”.

Quando perguntado sobre o trabalho mais relevante – ou desafiador – que realizou, o destaque fica para o redesign da Global Store Amazon China:

“Tive que desenhar sozinho uma família de caracteres chineses sem saber exatamente o que eles significavam. Foi uma avalanche de aprendizado, pois, enquanto eu desenhava, aprendia sobre o sistema de escrita chinês e o que aqueles ideogramas significavam – transformador”.

Atualmente, Drehmer integra à Jackalope, agência de consultoria em design e marketing, onde utiliza de sua experiência internacional para continuar a abrir novos caminhos, valendo-se do deslocamento, reflexão e respeito ao estranho para desconstruir crenças e pensar diferente – “o choque cultural é de alta importância nesse sentido: aumenta a percepção, trás inspiração e gera ideias”.

A ESSêNCIA DA NOVA FLAGSHIP DA CACAU SHOW, SE NãO O CHOCOLATE, é O DESIGN

A essência da nova flagship da Cacau Show, se não o chocolate, é o design

Inaugurada no MorumbiShopping, no dia 23 de agosto, a mega store de 450 m2 é obra da RomeroLab, estúdio de arquitetura e design fundado por Tatiana Romero que, junto da equipe envolvida, utilizou metodologias do Design Thinking e Mindset, Design de Serviços, Design Ops, Journey Design, User Experience (UX) e User Interface desde a ideação até a realização do projeto.

Em 2016, foi na crise econômica e mudança de comportamento do consumidor que a designer de interiores enxergou a necessidade de se preparar para o que chamou de novo mundo, iniciando seus estudos no Istituto Europeo di Design – IED SP – no curso de One Year em Retail Design & Visual Merchandising e na Pós-graduação em Design Estratégico.

“A Tatiana sempre foi muito interessada nas aulas e sempre construtiva com os professores e a turma. Seu projeto final de One Year ganhou menção honrosa pela Retail Design Institute – RDI – com bastante maturidade projetual. Não há preço que pague esta satisfação que tenho diante de trabalhos como este e tantos outros que já vi por aqui”, relata a coordenadora e professora Cintia Lie.

“(…) foi incrível poder ‘colidir’ meus anos de experiência em projetos de varejo com todo esse conhecimento intenso que os dois cursos proporcionaram (…) para construir futuros desejados – e não depender de esperar a chegada de futuros possíveis ou prováveis”, conta Tatiana, “e agora, em agosto de 2018, no mês de entrega do meu trabalho de conclusão de curso, também inauguramos um novo projeto”, no qual diz ter colocado “toda essa explosão de inovação e design que resultou na mega store”.

Sob o conceito “A Floresta Show do Cacau”, o projeto foi pensado para levar o público a uma experiência multissensorial pela cadeia produtiva do chocolate, da origem do fruto ao produto final, na intenção não só de comunicar a potência da marca, mas de gerar conteúdo e intercâmbio com o consumidor.

Estímulos visuais, olfativos e auditivos atraem o público à loja, que com uma fachada integrada ao Shopping, sem divisão de pisos e com iluminação luz do dia, oferece naturalidade à experiência e traz um ambiente como extensão do outro.

O design interno da loja, aliado à paisagem sonora e à iluminação, sugere sutilmente um trajeto a ser percorrido, enquanto a atenção se volta ao mobiliário assinado por Paulo Alves que, além de dialogar com os produtos, comunica uma história: a linha orgânica LaCreme, produzida em ambiente de vidro na fábrica da Cacau Show em Itapevi, por exemplo, é referência do móvel Bendito, transparente e contrastado com matizes escuras que remetem às altas gradações do cacau.

Aliada ao design de produtos e serviços, a experiência do consumidor desempenha papel central no projeto, trazendo as diferentes estações que a arquitetura abarca como pontos de contato com os visitantes: além da loja e café tradicionais e da área infantil, no horário de funcionamento, a seção Bean to Bar demonstra o processo de manufatura do chocolate, e o Cacau Lab oferece programação de cursos e workshops. E sustentada pelo design gráfico, essa interação se estende na comunicação verbal e visual entre produto e consumidor.

A flagship já é um sucesso e ganha cada dia mais destaque no piso térreo do Shopping, provando que o design e suas vertentes como pensamento e estratégia são dispositivos aliados na identificação, desenvolvimento e atendimento das demandas atuais do mercado e do novo consumidor.

 

Informações técnicas

Área: 450 m2 Local: Piso térreo, MorumbiShopping Retail Design: RomeroLab Cenografia: Pedro Alcântara Mobiliário: Paulo Alves Marketing, operações, arquitetura, produto: Cacau Show

 

(Fotos: Fábio Tashiro)

N DESIGN, O EVENTO BRASILEIRO FEITO POR ESTUDANTES

N Design, o evento brasileiro feito por estudantes

Com o intuito de integrar a comunidade acadêmica e profissional da área do design, de maneira a expandir o repertório, conhecimento e networking, além de reunir o movimento estudantil, surge em 1991 a primeira edição do Encontro Nacional de Estudantes de Design, também conhecido como N Design.

Realizado por e para estudantes da área, o primeiro encontro aconteceu em Curitiba e desde então já passou por Rio de Janeiro, Recife, São Luís, São Paulo, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus, Goiânia, entre outros municípios. Este ano, em sua 28ª edição, a cidade escolhida para receber os designers foi Bauru, no interior de São Paulo.

Durante os encontros, que duram em média uma semana, são promovidas oficinas, palestras, mesas-redondas, atividades projetuais, instalações, intervenções, exposições e festas. No entanto, a iniciativa precursora conta com poucos trabalhos e registros das edições que possam resgatar e reunir a trajetória do evento.

Pensando nisso, o ex-aluno de Design Gráfico e Digital Gabriel Diogo, decidiu organizar essa história e assim dedicou o seu trabalho de conclusão de curso ao N Design, em um projeto chamado “Em breve seremos milhões” – que dá sequência a um trabalho iniciado em 2015, quando fez parte da organização da 25ª edição do evento.

Apresentado no segundo semestre de 2017, o trabalho consistiu em uma monografia com uma pesquisa completa sobre o N Design e também a proposta uma plataforma para acessar o conteúdo da história do evento de maneira interativa, com galeria de fotos, trechos em áudio das entrevistas realizadas, vídeos, entre outros elementos.

“Meu principal foco para conseguir material de pesquisa, foi buscar pessoas que tenham organizado o evento em algum momento e entrevistá-las, pois afinal ninguém melhor para contar uma história do que quem a viveu”, lembra Gabriel, comentando que também realizou atividades com os frequentadores e viajou para outras cidades em busca de documentos.

O designer já começou a colher os louros desse relevante trabalho ao ser selecionado para participar do 13º Congresso Brasileiro de Pesquisa & Desenvolvimento em Design, que visa a promover essa área no Brasil, divulgando e colaborando com a difusão da produção técnico-científica no país.

No evento, que acontecerá entre 5 e 8 de novembro em Joinville, em Santa Catarina, Gabriel apresentará um artigo baseado em um dos capítulos de seu TCC, que aborda especificamente o histórico do N Design, desde sua criação até os dias de hoje; a análise de alguns registros existentes, como por exemplo, revistas e documentários de edições específicas; e uma breve reflexão sobre a evolução do encontro em todos esses anos.

“Ter o artigo selecionado foi muito bom pra mim por ser meu primeiro trabalho no campo da pesquisa, área que pretendo seguir. Foi um bom pontapé inicial”, descreve o ex-aluno, realçando que também considera um passo importante para um melhor reconhecimento do N Design, “apesar de singelo”, completa ele.

 

DESIGN E ARTE EM FACHADA

Design e arte em fachada

Nos últimos anos, a cidade de São Paulo tem dado mais espaço a artistas de rua e incentivado manifestações artísticas a céu aberto, como o grafite, que vem tomando conta das ruas da capital. Artistas consagrados em todo o mundo como os Gêmeos, Nunca, Zezão e Eduardo Kobra se utilizam da selva de pedra paulistana para produzir suas obras e fazer verdadeiras galerias de arte.

Como forma de protesto contra o governo militar, o artista etíope radicado no Brasil, Alex Vallauri, foi responsável pelos primeiros grafites na cidade de São Paulo, em 1980, época em que a atividade era considerada crime pela legislação brasileira.

Um de seus primeiros desenhos no país, foi o “Boca com Alfinete”, uma referência à censura contra as artes e os meios de comunicação. As obras de Vallauri se tornaram referência para praticamente todos os artistas posteriores e a data de sua morte, 27 de março de 1987, virou o Dia do Grafite no Brasil.

Hoje, São Paulo possui diversos pontos e bairros onde o grafite e outros tipos de arte de rua podem ser apreciados e agora a fachada do IED São Paulo é um deles. A artista e grafiteira Mari Mats foi a responsável por dar uma nova cara ao edifício que abriga a sede paulista da faculdade. “Eu fiquei livre para criar. Os dois lados tiveram opiniões, a minha e a do IED, e a gente conseguiu chegar em um acordo bacana e bem positivo, com um resultado maravilhoso”, ela relembra.

Mats começou sua vida artística nas ruas em 2004, quando expressava-se e realizava intervenções urbanas por meio de cartazes do tipo lambe-lambes, mas era mesmo entre tintas e sprays que ela gostaria de estar. “Nessa época eu decidi começar a sair para a rua e pintar, mas não era muito bonito”, brinca. Além da parte visual, ela também expressa sua arte nas ondas sonoras, operando pick-ups como DJ desde 2008 em diversas festas.

Encontrar e identificar os trabalhos de Mats, que tem sido reconhecida como uma das grafiteiras e artistas plásticas mais promissoras dos últimos tempos, é fácil, suas obras são compostas por rostos formados por criaturas abstratas em cores fortes e contrastantes.

E foi assim que começou a relação dela com o IED, a partir do reconhecimento e encantamento do professor e coordenador do curso Automotive Design, Fernando Morita. “Eu sempre passo por um grafite da Mari Mats que tem no centro, já vi em bancas também, e como eu estava procurando algum grafiteiro que topasse esse projeto, eu a procurei”, explica Morita, contando que conversou com outros artistas, mas escolheu Mats pois achava que seu estilo combinava bem com a faculdade.

“Quando o Morita me contou a ideia, apresentou o projeto para o IED e todos abraçaram, eu fiquei insegura, com dúvidas se ia mesmo rolar”, revela a grafiteira, que buscou para esse trabalho seguir uma linha mais simples dentro do seu próprio estilo, mas com cores mais neutras e poucos personagens soltos em um universo de arte, design e futuro.

Esse foi o começo de uma parceria que ainda vai durar bem mais do que apenas a semana necessária para intervenção na nova fachada, Mats agora também irá somar como uma das alunas do IED São Paulo.

LUCIANA DUQUE NO PERFIL IED

Luciana Duque no Perfil IED

O Perfil IED é a nova editoria da Revista IED. Queremos mostrar como estão e por onde andam nossos alunos. O que eles fazem e como desenvolvem a própria carreira no campo do design. Quem é o nosso aluno e qual mundo ele está construindo por aí!

A nossa primeira entrevistada é Luciana Duque, ex-aluna do curso Saperfare em Design de Mobiliário. Luciana criou um trabalho muito interessante reutilizando portas de enrolar de lojas comerciais, e nos contou como surgiu o projeto: “Na verdade, foi uma inversão do processo de criação tradicional, em que primeiro nasce o desenho e depois escolhemos a matéria prima. Busquei essas portas para cobrir uma parede de vidro numa mostra de decoração e depois, para não descartá-las, comecei a fazer móveis. Achei o material fantástico, pois além de ser uma matéria prima extremamente resistente, ainda fazia curva. As réguas se encaixam, são de fácil montagem, leves e customizáveis. Um trabalho de serralheria minucioso, possibilita inúmeras formas e curvas de diferentes raios.” A Linha Urbana conta com cadeira, banco, mesa de centro e lateral, rack e armário.

 

 

Depois de saber sobre o seu trabalho, conheça agora o perfil de Luciana:

IED – Descreva em algumas palavras quem você é e em qual barco você navega.

Luciana: Vou escrever o que está no meu insta… Designer e artista. Nadadora e ciclista. Apaixonada por madeira e metal. O barco que estou navegando ultimamente é a minha empresa, na qual sou sócia e fundadora da OBJ.

Como era sua formação antes de conhecer o IED, como conheceu o curso e porque optou por fazê-lo.

Antes do IED me formei em direito, fiz escola da magistratura. Estudei seis anos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, fiz três cursos de marcenaria em três anos. Paralelamente ao IED, fui diretora de estilo da Velha Bahia por oito anos. Sempre pensei em fazer um curso no IED da Itália mas achei ótimo ter vindo pro Rio assim não precisei fazer esse movimento. Optei por estudar no IED pois queria entender o processo de criação de forma teórica, já que a prática eu tinha.

Qual foi a atividade ou o tópico mais interessante que você aprendeu durante a sua formação.

A vivência dentro de um estúdio de design e o processo criativo foram fundamentais, complementaram a minha formação como designer.

Terminado o curso, você se habilitou em uma nova profissão? Conseguiu uma colocação melhor na sua empresa? Começou um novo negócio?

Sim, me habilitei como designer de mobiliário e criei uma fábrica, fruto de uma parceria que conheci no curso.

Estas últimas perguntas, você precisa responder a primeira coisa que passa pela sua cabeça. Ok? Está pronta? Diga para nós:

um lugar: minha casa

um objeto: cadeira desenrola

um livro: biografia de Leonardo da Vinci

um artista: Marcel Duchamp, o cara que introduziu o Ready Made como objeto de arte, pra mim, onde tudo começou.

 

Quer saber um pouco mais? Veja o vídeo que fizemos com Luciana e o sócio, Maurício Atie, que participaram da IDA, Feira de Design do Rio, que integra a ArtRio.

UM DIA DE FESTA

Um dia de festa

O IED DAY contou com oficinas, bate-papos, exposição e muita criatividade

 (FOTOS: RODRIGO DOLORES)

Compartilhar um pouco da cultura do design que o IED São Paulo respira em seu dia a dia foi o ponto de partida da primeira edição do IED DAY, evento realizado no último sábado (24/03). Ao longo do dia, uma série de atividades e ações ocuparam o pátio, algumas salas de aula da faculdade, além da própria fachada que passou a ser uma obra de arte para o bairro.

Com um projeto assinado pela grafiteira Mari Mats, o prédio ganhou uma cara nova com o desenho criado pela artista, dando ao IED a identidade visual divertida e inspiradora que já é a sua proposta como instituição.

Ao longo da tarde, oficinas promovidas por professores, ex-alunos e convidados fizeram com que os participantes colocassem a mão na massa e fizessem criações próprias. No pátio, por exemplo, a oficina de customização dada pela designer Lu Fuchs estimulou a criatividade ao proporcionar que cada participante levasse uma peça para personalizá-la, seja com novos cortes, desenhos livres ou com estêncil, usando uma variedade de tintas, sprays, aplicações de fitas e rendas.

Ainda no pátio, a Mari Mats também promoveu a oficina de stickers, ensinando algumas dicas para a criação de adesivos exclusivos, enquanto a Marquesa Amapola fez diversas poses para o professor Gil Tokio e os participantes da oficina de desenho, que teve como tema central “modelo vivo burlesco.”

Já nas salas de aula, com a oficina de estamparia manual dada pela Maria Cau Levy, os participantes aprenderam as técnicas de estêncil e aplicaram seus desenhos, com formatos e cores próprias, em bandeiras. Enquanto isso, o designer Vitor Inoue do Ateliê Vinco promoveu a oficina de encadernação, em que ensinou três técnicas de costura de cadernos, além de customização com colagens.

Em paralelo, no laboratório de joias do IED, duas turmas puderam criar as próprias alianças em prata, passando por todas as etapas, desde martelar a peça até a solda final, com instrução do professor André Caperutto, durante a oficina de joalheria.

Além disso, um palco montado no pátio recebeu um workshop de beleza com o cabeleireiro e maquiador Denny Azevedo, em que o profissional ensinou ao vivo técnicas e maneiras de recriar penteados com dicas práticas para o dia a dia. Na sequência, a arquiteta e escritora Stephanie Ribeiro e os convidados Adriana Silva, Dorly Neto e Robinho Santana realizaram um bate-papo sobre “As Intersecções nos Processos Criativos.”

Encerrando as atividades do palco, nosso professor de Produto e Sustentabilidade e coordenador de projetos do CRIED, Christian Ullmann, ao lado de Marli Brandão e Sandra Nedopetalski, falaram sobre o livro “Brasil Faz Design – Criatividade brasileira no cenário internacional”, que são coautores.

Já o fotógrafo Andy Salomão participou com sua exposição “Compondo Singularidades”, que faz um paralelo entre a calmaria e o frenético, com o olhar do profissional indo de um extremo a outro.

Mantendo a animação ao longo da tarde, Mari Mats tocou um DJ set completo do ragga/dancehall ao dubstep, seguido de um DJ set do Venga-Venga, com um som tropical e extravagante. Também completaram a festa o food truck Haya com sanduíches de falafel, a bicicleta de sorvete Le Botteghe di Leonardo, o Café Bike Oliver Brown e o CUBQ servindo drinks.

Confira todas as fotos do IED DAY!

CONFIRA OS TRABALHOS FINAIS DE AUTOMOTIVE DESIGN

Confira os trabalhos finais de Automotive Design

Após um ano repleto de muitos desenhos, criações e trocas, os alunos do curso de One Year em Automotive Design apresentaram seus trabalhos de conclusão de curso no último sábado (24/02), no pátio do IED São Paulo, para o designer chefe do estúdio da Renault Design America Latina, Vincent Pedretti.

Os estudantes tiveram o desafio de desenvolver projetos com o tema “Pickup Média 2025” para a Renault – marca que foi parceira do curso. O IED contou ainda com a exposição dos modelos Willys Interlagos, Twingo e Gordini, além dos 15 boards com os trabalhos apresentados no dia.

“A indústria hoje não precisa só de um desenhista, precisa de um designer completo, que tenha criatividade, saiba tirar as ideias da cabeça, representar a história da marca em um desenho bidimensional e depois transformar em um carro real”, comenta Fernando Morita, designer automotivo e coordenador do curso.

    

O curso inclui aulas de sketch, ilustração, 3D, representação de superfícies, linhas, controle de luz e sombra, entre outras técnicas. A proposta é aprender a deixar um carro harmônico, entendendo o design e transformando todo o conceito da marca em desenho.

Confira abaixo os projetos completos em detalhe (clique para ampliar):

MATRICULE-SE E GANHE: PACOTES ADOBE E MICROSOFT

Matricule-se e ganhe: pacotes Adobe e Microsoft

 

A graduação em Design Gráfico e Digital do IED São Paulo tem ênfase na convergência das plataformas da comunicação visual, gráficas e digitais. Foi pensada para ampliar seu campo de atuação profissional, possibilitando que você possa responder prontamente aos desafios do século 21.

No curso você aprende desde conteúdos e projetos de design editorial, até HQs, design de games, fotografia, vídeo, tipografia e muito mais. Reunindo essas duas áreas, você irá desenvolver uma visão mais estratégica na elaboração de projetos para diferentes plataformas.

Para que você tenha as ferramentas necessárias para desenvolver suas ideias e começar a desenhar seu futuro, daremos aos alunos que realizarem sua matrícula até 31 de janeiro os pacotes Adobe e Microsoft para uso até o final curso.

Não perca tempo, matricule-se e garanta mais essa vantagem!

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