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Nova exposição do Museu do Amanhã imagina futuro do trabalho para uma sociedade 50 anos à nossa frente

19 de setembro de 2018

 

A partir do próximo dia 19 de setembro, o Museu do Amanhã, gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), inaugura sua nova exposição Ofisuka 2068 – Imaginando um Futuro do Trabalho e convida os visitantes a descobrir um futuro possível para a vida profissional 50 anos adiante. Esse futuro, em particular, foi imaginado por designers do Instituto Europeo di Design, pela equipe do Laboratório de Atividades do Amanhã | LAA, espaço apresentado pelo Santander, e por jovens, que provavelmente testemunharão esse futuro, no qual estima-se que 65% das crianças que hoje estão na escola primária irão desempenhar atividades ainda não existentes.

“Buscamos inspiração numa espécie de futuro preferível, dentre os muitos caminhos possíveis. Partimos da premissa de que 50 anos à frente as questões econômicas e sociais mais evidentes já tenham sido equacionadas e apostamos nas tendências incipientes que estão surgindo e que dependem das escolhas que faremos como sociedade”, explica Marcela Sabino, curadora da exposição e diretora do LAA. “A exposição é, antes de mais nada, uma provocação a imaginar e a criar um amanhã além das narrativas sobre automação extrema e desemprego tecnológico, que dominam as manchetes de hoje. O exercício que fizemos uniu criatividade e ciência para construir uma ideia de futuro do trabalho que fosse mais positiva do que aquelas que vemos nos cinemas e na ficção científica”, complementa.

Na exposição, o visitante se depara com uma grande Ofisuka (palavra que significa escritório-casa em japonês), um ambiente versátil que mescla trabalho e convívio de forma colaborativa, que a curadoria da exposição acredita que será muito popular em 2068. Em contraponto à tendência de excessiva virtualização, a Ofisuka é um espaço de trabalho para onde as pessoas poderão se mudar por temporadas para desenvolver projetos, obras ou empreendimentos específicos.

“Nos perguntamos: qual seria o papel do ser humano em uma sociedade na qual questões como renda mínima já terão sido equacionadas, e a tecnologia continuará a redefinir padrões de conforto, eficiência, precisão e produtividade? Talvez o nosso lugar seja desenvolver trabalhos mais criativos. Imaginamos que em 50 anos, pessoas do mundo todo se organizarão por projetos temporários em espaços como a Ofisuka para desenvolver novas organizações, iniciativas, campos de pesquisa ou para criar atividades científicas, tecnológicas ou artísticas, por exemplo”, conclui.

A metodologia usada na criação da mostra foi baseada na disciplina “Estudos de Futuros”, que auxilia no desenvolvimento de estratégias, de políticas públicas, e de novos produtos e serviços para influenciar futuros possíveis. O exercício envolveu a análise de sinais de mudança e suas implicações no tempo e em vários níveis sociais, culturais, ambientais e de negócios.

A exposição apresentará algumas possíveis novas profissões como: Onironauta (mineradores de matéria onírica bruta), Pensigner (designer de pensamentos), que facilitam a hipercriatividade de um futuro marcado pela união entre tecnologia, pessoas, natureza e sociedade, que habilitará novas formas de se organizar, interagir e consumir. Assim, conhecimentos em design, psicologia, matemática, neurobiologia e filosofia, e de meditação serão importantes para os profissionais do futuro.

O percurso narrativo ainda exibirá ao público possíveis padrões do trabalho daqui a 50 anos: o de hipercriatividade, que une indivíduos à tecnologia; o de quimeras, novas organizações híbridas entre humanos e não-humanos que viverão como famílias; e o de pessoas artificiais – capazes de gerenciar seus próprios recursos e estabelecer relações de troca. Na exposição, visitantes poderão ver ferramentas, equipamentos, que serão usados em 2068 como a geladeira de gel, as impressoras 3D que criarão móveis e exoesqueletos, impressoras de comida, máscaras de visualização, e casulos de dormir. Pessoas poderão entrar nas Cápsulas onde os Onironautas mineram matéria bruta de sonhos, poderão interagir com uma ferramenta de prototipagem de realidade aumentada no Projectum, e poderão entrar em estados meditativos nos Dream Pods, manipular cenas de sonhos no ComumSonho – Estúdio de Protipação.

 

A exposição Ofisuka 2068 – Imaginando um Futuro do Trabalho, em parceria com os designers do Instituto Europeo di Design (IED), ficará em cartaz até dezembro.

O Museu do Amanhã é um museu de ciência que explora as oportunidades e os desafios que a humanidade terá de enfrentar nas próximas décadas a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência. Visitado por mais de 3 milhões de visitantes desde a sua inauguração em dezembro de 2015, o Museu do Amanhã é um exemplo de parceria público-privada, criado por iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). Com patrocínio Máster do Banco Santander e uma ampla rede de patrocinadores que inclui empresas como Shell, IBM, IRB-Brasil RE, Engie, Grupo Globo, CCR, Deloitte, Intel, Cisco, Fundation Engie, JCDecaux e Suvinil, o museu foi originalmente concebido com apoio da Fundação Roberto Marinho. Além desses, Governo do Estado, por meio da Secretaria do Ambiente, e Governo Federal, pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), apoiam a instituição.

O IDG – Instituto de Desenvolvimento e Gestão é uma organização sem fins lucrativos especializada em gerir centros culturais públicos e programas ambientais. Sua missão é desenvolver o potencial de pessoas e organizações por meio das artes e da cultura, tendo a gestão como principal instrumento de realização. Atualmente, o IDG é responsável pela gestão do Paço do Frevo, em Recife, e do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, além de atuar como como gestor operacional e financeiro do Fundo da Mata Atlântica.

 

Serviço:

Ofisuka 2068 – Imaginando um Futuro do Trabalho

Data: 19 de setembro (quarta-feira)

Horário: das 10h às 18h

Local: Museu do Amanhã

Endereço: Praça Mauá, nº 1, Centro – Rio de Janeiro

 


Roberta de Freitas
"As mãos no texto, o olho no design e o coração na trilha sonora." Formada em Jornalismo pela PUC-Rio, atuou no mercado da música e do audiovisual. Com extensão em Design Gráfico pelo IED Rio, assina agora os textos da sede carioca.

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