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Sergio Fahrer fala sobre carreira e história no IED SP

11 de julho de 2017

Na última semana recebemos no IED São Paulo a visita do super designer de mobiliário Sergio Fahrer – uma inspiração profissional e tanto à todos que desejam ingressar no fascinante mundo do design.

Considerado atualmente um dos nomes mais expressivos do design contemporâneo brasileiro, Fahrer sempre se interessou pelo uso de novos materiais em suas criações. Motivos nunca faltaram: além de ter que dar conta de um desenho cada vez mais desafiador, a questão do uso da madeira, do manejo sustentável, do material reciclado, da necessidade de pensar nos recursos do país e do planeta fizeram com que ele se preocupasse com novos materiais e procedimentos. Para citar alguns exemplos, foram desenvolvidos móveis em madeira faqueada e torneada, com tubos de fenolite, fibra de buriti, alumínio reciclado, alumínio naval, aço, aço carbono, acrílico reciclado com impressão nano, entre outros materiais sustentáveis. Sua última descoberta é o uso da seringueira, espécie alternativa a outras madeiras já extintas ou em vias de extinção.

Aproveitamos a visita de Sérgio para conversar um pouquinho sobre carreira, vocação e jazz!

Confira o bate-papo!

Fotos: Jessica Subtil

 

IED – Conta um pouquinho de como começou a sua história com o Design?
Sergio Fahrer – A minha primeira formação foi em Eletrônica e eu tinha uma empresa nessa área. Essa empresa foi vendida, eu fiquei com uma grana mas, tive que assinar um contrato de ‘não-concorrência’. Foi quando eu comecei a pensar o que mais eu poderia fazer da minha vida. Meu irmão, músico, me incentivou nessa época a ir para os EUA estudar música, pois era algo que eu gostava muito. Estamos falando de uma época sem e-mail, sem mensagens instantâneas. Ao chegar na faculdade (MIT – Musician Institute of Technology – Los Angeles) vi no quadro de anúncios que estavam procurando alguém com experiência em eletrônica e me candidatei. Esse foi o primeiro passo em direção à minha trajetória no design.
Chegando lá, era um estúdio de construção de instrumentos e perguntei porque precisavam de alguém com conhecimento em eletrônica. Me disseram que era por precisar de alguém para passar os fios e instalar os captadores e ao mencionar que eu tinha 10 anos de experiência, fui prontamente contratado. E com o tempo comecei a dar algumas sugestões do meu ponto de vista – até que comecei a construir os instrumentos também.

IED – Você já tinha um olhar, então!
Sergio Fahrer – Na verdade eu tinha uma experiência e uma formação anterior que me ajudou muito com isso.

IED – E o aconteceu depois?
Sergio Fahrer – Eu trabalhava num banquinho desses redondos, reguláveis e sem apoio de costas. E como era contra-baixista e passava o dia de um lado pro outro, eu chegava a noite lá já com dor nas costas. Foi quando pedi ao meu mestre para fazer uma cadeira com encosto e aprendi minha primeira lição sobre design, sem ainda saber que era isso:

 

“Uma necessidade é sempre um grande alimento para a busca pela solução”

 

 

IED – E você fez a cadeira?
Sergio Fahrer – Sim! Se chama cadeira Blues – nome dado pelo meu professor na época e que também foi o responsável por me inscrever num prêmio importantíssimo, garantindo que ela alçasse voo para Milão em pouquíssimo tempo e me consagrasse vencedor do então World Craft Design Award. E tem mais: ele me fez prometer que eu só faria 72 delas.

IED – Porque?
Sergio Fahrer – Porque eu vendi para alguns colecionadores na época, sem saber que eram colecionadores, que apostaram que eu seria um dos jovens talentos que no futuro teria uma representatividade internacional. Então eu vendi as 72 e parei.

 

 

IED – Qual a sua dica para ensinarmos a curiosidade para os alunos?
Sergio Fahrer – Essa questão da curiosidade, do interesse…. você vibra quando você tá fazendo alguma das aulas, ou quando você tem um professor que te inspira ou um convidado que te inspira? Essa questão vem muito do interesse, da paixão.

 

“Eu não acredito que as pessoas devam entrar nas carreiras por serem a carreira do momento – se ela é do momento, não é do futuro” 

 

IED – E por falar em alunos, ficamos sabendo que tem aluno IED trabalhando diretamente com você!
Sergio Fahrer – Sim! O Rioji Watanabe foi uma indicação incrível do IED, estou muito satisfeito. A escola demonstra uma qualidade porque quando ele veio, estava muito preparado. Existe uma troca muito generosa em que ele cresce com a gente mas, nós também crescemos com ele.

 

Confira o papo na íntegra no canal do IED São Paulo no Youtube:

 

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Camilla Carvalho
É jornalista e especialista em redes sociais. Trabalha como produtora de conteúdo, é content hunter do IED São Paulo e fundadora do www.mademoiselleparis.com.br. Instagram: @mademoiselleparis

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