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CICLO DE CONFERÊNCIAS IED

9 de maio de 2016

O DESIGN NA FLORESTA DOS SÍMBOLOS

Por Massimo Canevacci e Joaquim Machado

O ermo e a urbe são florestas de símbolos em constante coevolução, cujo destino é existirem numa realidade fabricada pelo humano, e também viverem no interior da fantasia. Assim, esses espaços transformam-se em oficinas de experiências manufaturadas, onde o real e o natural também podem cessar de existir. Arranjos a um tempo ordenados e fluídos, aglomerados do rígido caos. Ilhas Galápagos das novas tecnologias, agora uma batalha entre espécies mecânicas.

A descrição  adaptada de Rem Koolhaas para New York presta-se muito bem à reflexão sobre a natureza e as funções do Design como propriedade intrínseca à Organização e como algoritmo topológico vagante,  altamente preparado para os percursos agora digitais na floresta dos símbolos que convida a descobrir o grande atrator,  uma Estética Sintética de vagas certezas e rara beleza.

Design no Brasil do Terceiro Milênio

 Por Marco Zanini, diretor científico do IED Brasil

O IED, na tradição da cultura italiana, acredita que Design é uma profissão mais humanística que científica ou tecnológica e inovação é “tool” e não “mean”, a serviço de uma visão, antes de tudo, “antropológica”:

  1. produzir e distribuir beleza (as coisas que funcionam têm sua própria beleza) para uma sociedade mais focada na qualidade de vida, menos no consumismo, mais na arte, menos no dinheiro, mais na consciência que na aparência;
  2. resolver problemas: o Brasil tem muitos, mas também tem muito espaço físico e mental para imaginar novas soluções, diferentes, alternativas;
  3. ajudar na construção de uma sociedade do conhecimento na qual haja mais pessoas pensando e menos fazendo tarefas braçais.

O próximo milênio será Glocal, unindo os benefícios da globalização, antes de tudo a liberdade de ir e vir no planeta, com a recuperação da identidade local, sem colonização cultural: pluralidade sincrética num estado de liberdade consciente.

O Design no Brasil do Terceiro Milênio será brasileiro, com graça e balanço tropical, miscigenado, tolerante, olhando para um futuro que não precisa ser Sci-Fi; entrelaçará ética e estética, funções e símbolos, será responsável com a sociedade na base do realismo, da competência e das capacidades profissionais, num contexto de economia de mercado finalmente livre de distorções.

O DESIGN NA FLORESTA DOS SÍMBOLOS – I
BOTTEGA DIGITAL
19/5 – quinta-feira, às 19h30
IED São Paulo – abertura
Por Massimo Canevacci

A antropologia aplicada ao design é uma transfusão – sincrética, ubíqua, polifônica – entre as experiências da renascença clássica e da tecnocultura digital. O design expandido é um “re-enacting” da bottega na metrópole comunicacional. Na bottega, o maestro era uma mistura de artesão e artista: ele era capaz seja de trabalhar corporalmente com as mãos e os olhos; seja de inventar mentalmente obras nunca imaginadas antes. No IED, o designer é artífice com um corpo cheio-de-mentes. Expansão  dos olhares e  imaginação exata inventam atratores, códigos estéticos que atraem os olhos pelas potencialidades inovadoras e sedutoras.

O evento terá transmissão on-line na sede do IED Rio. Venha assistir com a gente! Confirme sua presença e convide quem compartilha o sonho e os caminhos do Design com você. Inscreva-se aqui.


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